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A ESCOLHA DO SEGUNDO NINHO

Apartar-se de suas crias nao é tarefa fácil para seus pais zelosos. É uma difícil decisao, que os pais tem que tomar ao chegar a hora de colocarem seus pequenos no berçário. Hoje, a vida cotidiana e o empenho profissional já nao permitem que seus pais cuidem dos filhos em casa, sem a ajuda de uma babá, avós ou escola. O primeiro sentimento é o de receio. Medo de deixar sua prole nas maos de qualquer pessoa, pavor de que algo ruim possa acontecer ou de que nao cuidem devidamente de seus bebes.

        A segurança é fator primordial. Tudo o que se almeja é ter tranquilidade para ir trabalhar e, ao voltar, encontrar seu filho bem cuidado, alimentado e feliz, além de poder perceber o seu desenvolvimento intelectual e social. É necessário cautela na escolha para que se possa obter a segurança desejada, a ponto de sentir que o berçário é uma extensao da própria casa, é como um segundo ninho. A diretora do Colégio Pitágoras (Belo Horizonte - MG), Cristina Durzi enfatiza "A decisao deve ser feita com calma e atençao. O diálogo com outros pais de crianças que frequentam o berçário também pode ajudar nessa escolha. Tudo deve ser observado na hora da escolha: a estrutura física, a formaçao da equipe, a higiene, o lazer e as atividades desenvolvidas, entre outros. Além do conforto dos bebes, é importante checar quais sao as atividades diárias do berçário. É interessante realizar visitas em diversos momentos do dia para observar o cotidiano da escola: a criança deve ter o momento de brincar - para desenvolver a capacidade motora e mental; a hora do descanso; do banho; e das refeiçoes. Todas as etapas sao essenciais para o crescimento saudável e devem ter acompanhamento profissional, como de enfermeiras e cuidadoras com experiencia na área. A flexibilidade e a comunicaçao entre a escola e os pais sao essenciais para o bem-estar do bebe. A relaçao deve ser honesta e frequente. Algumas escolas possuem uma agenda diária que narra o passo-a-passo do desenvolvimento e das atividades da criança durante o dia, o que torna muito prático para os pais." Ela complementa "Também sou mae e já passei por essa fase. Quando criamos o berçário na instituiçao, pensei no que gostaria que fosse oferecido para meus filhos", afirma.

        A Pedagoga, com especializaçao em educaçao infantil/berçário, Aglair Iara Tito Fraga, diz que ao escolher um espaço para deixar seu filho, deve-se observar se a escola "comunga" dos mesmos ideais da família, para que juntas, família e escola, proporcionem uma educaçao parceira e completa. Além disso, analisar o que o berçário oferece, como o espaço físico, formaçao da equipe, segurança, higiene e cuidado.

Observar:

. Organizaçao das salas;
. Equipamentos e materiais (adequados e suficientes);
. Área e circulaçao de pessoas;
. Ventilaçao e luminosidade;
. Acessibilidade aos materiais (altura das crianças);
. Produçoes das crianças expostas;
. Área externa - que permita engatinhar, andar, correr e brincar.

Infraestrutura e Equipe


É de suma importância a análise da infraestrutura, filosofia de ensino e qualidade da equipe do Berçário. Afinal, é ali que seu filho vai passar boa parte do tempo e absorver exemplos e impressoes a sua volta, desenvolvendo suas habilidades, atitudes, racicionio e capacidade de se relacionar. Segundo a pedagoga do Colégio Itatiaia, Eliana Fernandes, "Na prática psicomotora, o movimento reflete a necessidade que a criança tem de expressar-se e interagir-se, possibilitando-lhe o desenvolvimento das novas capacidades que a levem a situaçoes de independencia e autonomia. A criança comunica-se por meio de gestos, expressoes faciais e dos corpo, por isso, deve ser estimulada desde bebe, para que lhe garanta o desenvolvimento de suas capacidades. Desde os primeiros meses, o bebe é psicologicamente ativo e a maturaçao de suas funçoes sensório-motores depende amplamente dos estímulos oferecidos pelo meio. A estimulaçao Psicomotora precoce surge através de preocupaçoes fundamentadas na educaçao, na prevençao e mesmo na cura de distúrbios apresentados muito precocemente em determinadas crianças".

        Quanto a equipe envolvida, é necessário que sejam formados em pedagogia, como comenta Aglair Iara Tito Fraga "Trabalhamos com profissionais formados na área de educaçao: um professor formado em pedagogia por sala, desde o berçário, com auxiliares estudantes de pedagogia e, com grupos de bebes de até 15 meses, temos uma assistente com formaçao em enfermagem. A cada dez bebes, tres profissionais. De acordo com CME no 13/09 e Deliberaçao CME 2/04, os docentes precisam ter o curso de Pedagogia, Normal Superior, admitida com mínima. A formaçao em nível médio na modalidade Normal. É imprescindível profissionais capacitados para essa faixa etária - Diretor ou Coordenador Pedagógico com curso se Pedagogia ou Pós-Graduaçao em Educaçao. Na Vila do Saber, todos os profissionais passam por capacitaçoes internas quinzenais e sao oferecidos cursos externos de especializaçao."

        O lactário é um quesito a parte. Deve ser em ambiente arejado e limpo, de preferencia nas dependencias do berçário, com refrigeradores em bom estado, os alimentos/mamadeiras devem ser identificados com os nomes de cada criança, mamadeiras e utensílios devem ser esterilizados diariamente, seguir as normas da vigilância sanitária, ter uma nutricionista que acompanhe e coordene a alimentaçao dos bebes. "No Pitágoras Kids, espaço de berçário do Colégio Pitágoras, cada criança tem sua caixinha para armazenar os alimentos. Temos uma pessoa que fica apenas no lactário para cuidar e preparar tudo. Em relaçao aos alimentos, optamos por oferecer o que a família traz para a criança. Nao preparamos comida aqui porque cada criança tem uma dieta específica, orientada pelos pediatras ou pelos pais. Também devolvemos aqui o que sobra para que a família possa saber o que foi consumido e como a criança está se alimentando, tudo registrado também na agenda de cada uma delas" nos conta Cristina Durzi.

        O fato é que nenhuma instituiçao poderá substituir a família, mas com o devido cuidado é possível encontrar uma escola séria na qual, pais e educadores, possam construir uma relaçao de confiança interpessoal em prol da educaçao das crianças. Eliana Fernandes pondera "A confiança será construída aos poucos, considerando que o trabalho de educar se dá a partir de uma parceria entre escola e família. A família precisa ter ciencia do que deseja para seu filho e que a escola irá satisfazer esses desejos, todavia a escola precisa ter segurança sobre a sua missao e o que se prontifica a atender. Os profissionais precisam ser sinceros e ter transparencia em relaçao ao que acontece no dia-a-dia do bebe, sempre informando aos pais o que for relevante para o bem estar do aluno e dar um suporte pedagógico sempre que for necessário".


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